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Funções Pares, Ímpares e Monotonicidade

🧩 Exercício 1 Fácil

Classifique as funções abaixo em par ou ímpar.

A) f(x)=x3f(x)=x^3

B) f(x)=1x2f(x)=\frac{1}{x^2}

C) f(x)=x2+2xf(x)=x^2+2x

Para classificar uma função, calculamos f(−x)f(-x).

Uma função é par quando:

f(−x)=f(x).f(-x)=f(x).

Uma função é ímpar quando:

f(−x)=−f(x).f(-x)=-f(x).

A) f(x)=x3f(x)=x^3​

Temos:

f(−x)=(−x)3=−x3.f(-x)=(-x)^3=-x^3.

Como:

f(−x)=−f(x),f(-x)=-f(x),

concluímos que ff é ímpar.

A) Iˊmpar\boxed{\text{A) Ímpar}}

B) f(x)=1x2f(x)=\frac{1}{x^2}​

Temos:

f(−x)=1(−x)2=1x2.f(-x)=\frac{1}{(-x)^2} =\frac{1}{x^2}.

Portanto:

f(−x)=f(x).f(-x)=f(x).

Logo, ff é par.

B) Par\boxed{\text{B) Par}}

C) f(x)=x2+2xf(x)=x^2+2x​

Calculando f(−x)f(-x):

f(−x)=(−x)2+2(−x)=x2−2x.f(-x)=(-x)^2+2(-x) =x^2-2x.

Observe que:

x2−2x≠x2+2xx^2-2x\neq x^2+2x

e também:

x2−2x≠−(x2+2x).x^2-2x\neq -(x^2+2x).

Portanto, a função não é par nem ímpar.

C) Nem par nem ıˊmpar\boxed{\text{C) Nem par nem ímpar}}
🧩 Exercício 2 Fácil

Verifique que

f(x)=ax+bf(x)=ax+b

é crescente para a>0a>0.

Considere dois números reais x1x_1 e x2x_2, com:

x1<x2.x_1<x_2.

Como a>0a>0, ao multiplicarmos a desigualdade por aa, o sentido permanece:

ax1<ax2.ax_1<ax_2.

Somando bb aos dois lados:

ax1+b<ax2+b.ax_1+b<ax_2+b.

Como:

f(x1)=ax1+bf(x_1)=ax_1+b

e

f(x2)=ax2+b,f(x_2)=ax_2+b,

temos:

f(x1)<f(x2).f(x_1)<f(x_2).

Portanto, quando x1<x2x_1<x_2, temos f(x1)<f(x2)f(x_1)<f(x_2).

Logo,

f(x)=ax+b eˊ crescente para a>0.\boxed{f(x)=ax+b\text{ é crescente para }a>0.}
🧩 Exercício 3 Fácil

Verifique que

f(x)=1xf(x)=\frac{1}{x}

é decrescente em R+∗\mathbb{R}_+^*.

Considere dois números positivos x1x_1 e x2x_2, com:

0<x1<x2.0<x_1<x_2.

Como ambos são positivos, podemos multiplicar a desigualdade por x1x2>0x_1x_2>0:

x2<x1.x_2<x_1.

Dividindo por x1x2x_1x_2, obtemos:

1x1>1x2.\frac{1}{x_1}>\frac{1}{x_2}.

Como:

f(x1)=1x1f(x_1)=\frac{1}{x_1}

e

f(x2)=1x2,f(x_2)=\frac{1}{x_2},

temos:

f(x1)>f(x2).f(x_1)>f(x_2).

Portanto, quando x1<x2x_1<x_2, temos f(x1)>f(x2)f(x_1)>f(x_2).

Logo,

f(x)=1x eˊ estritamente decrescente em R+∗.\boxed{f(x)=\frac1x\text{ é estritamente decrescente em }\mathbb{R}_+^*.}
🧩 Exercício 4 Médio

Seja f:R→Rf:\mathbb{R}\rightarrow\mathbb{R} uma função tal que:

f(a+b)=f(a)−f(b),∀a,b∈R.f(a+b)=f(a)-f(b), \qquad \forall a,b\in\mathbb{R}.

Julgue os itens:

A) f(0)=0f(0)=0.

B) ff é ímpar.

A) f(0)=0f(0)=0​

Na relação:

f(a+b)=f(a)−f(b),f(a+b)=f(a)-f(b),

faça a=0a=0 e b=0b=0:

f(0+0)=f(0)−f(0).f(0+0)=f(0)-f(0).

Assim:

f(0)=0.f(0)=0.

Portanto, o item A é verdadeiro.

B) ff é ímpar​

Sabemos que:

f(0)=0.f(0)=0.

Agora, na relação original, fazemos:

a=xa=x

e

b=−x.b=-x.

Então:

f(x+(−x))=f(x)−f(−x).f(x+(-x))=f(x)-f(-x).

Logo:

f(0)=f(x)−f(−x).f(0)=f(x)-f(-x).

Como f(0)=0f(0)=0:

0=f(x)−f(−x).0=f(x)-f(-x).

Portanto:

f(−x)=f(x).f(-x)=f(x).

Isso mostra que ff é par, e não ímpar.

Assim, o item B é falso.

A) Verdadeiro\boxed{\text{A) Verdadeiro}}B) Falso\boxed{\text{B) Falso}}
🧩 Exercício 5 Médio

A função

f:R→Rf:\mathbb{R}\rightarrow\mathbb{R}

é estritamente decrescente.

Qual é o conjunto de números reais que satisfazem a condição:

f(3x+2)>f(2x+5)?f(3x+2)>f(2x+5)?

Como ff é estritamente decrescente, valores maiores na entrada produzem valores menores na saída.

Portanto:

f(a)>f(b)  ⟺  a<b.f(a)>f(b) \iff a<b.

Na nossa desigualdade:

f(3x+2)>f(2x+5),f(3x+2)>f(2x+5),

podemos comparar diretamente os argumentos, invertendo a desigualdade:

3x+2<2x+5.3x+2<2x+5.

Subtraindo 2x2x dos dois lados:

x+2<5.x+2<5.

Subtraindo 22:

x<3.x<3.

Logo, o conjunto solução é:

x<3.\boxed{x<3}.

Em forma de intervalo:

(−∞,3).\boxed{(-\infty,3)}.
🧩 Exercício 6 ITA-2010Médio

Sejam f,g:R→Rf,g:\mathbb{R}\rightarrow\mathbb{R} tais que ff é par e gg é ímpar.

Das seguintes afirmações:

I. f⋅gf\cdot g é ímpar;

II. f∘gf\circ g é par;

III. g∘fg\circ f é ímpar.

É(são) verdadeira(s):

Vamos analisar cada afirmação usando as definições de funções pares e ímpares.

Uma função ff é par quando:

f(−x)=f(x).f(-x)=f(x).

Uma função gg é ímpar quando:

g(−x)=−g(x).g(-x)=-g(x).

I. f⋅gf\cdot g é ímpar​

Temos:

(f⋅g)(x)=f(x)g(x).(f\cdot g)(x)=f(x)g(x).

Calculando em −x-x:

(f⋅g)(−x)=f(−x)g(−x).(f\cdot g)(-x) = f(-x)g(-x).

Como ff é par e gg é ímpar:

f(−x)=f(x)f(-x)=f(x)

e

g(−x)=−g(x).g(-x)=-g(x).

Logo:

(f⋅g)(−x)=f(x)(−g(x))=−f(x)g(x).(f\cdot g)(-x) = f(x)(-g(x)) = -f(x)g(x).

Portanto:

(f⋅g)(−x)=−(f⋅g)(x).(f\cdot g)(-x)=-(f\cdot g)(x).

Assim, f⋅gf\cdot g é ímpar.

I é verdadeira.

II. f∘gf\circ g é par​

Por definição:

(f∘g)(x)=f(g(x)).(f\circ g)(x)=f(g(x)).

Calculando em −x-x:

(f∘g)(−x)=f(g(−x)).(f\circ g)(-x) = f(g(-x)).

Como gg é ímpar:

g(−x)=−g(x).g(-x)=-g(x).

Então:

(f∘g)(−x)=f(−g(x)).(f\circ g)(-x) = f(-g(x)).

Como ff é par:

f(−g(x))=f(g(x)).f(-g(x))=f(g(x)).

Logo:

(f∘g)(−x)=(f∘g)(x).(f\circ g)(-x) = (f\circ g)(x).

Portanto, f∘gf\circ g é par.

II é verdadeira.

III. g∘fg\circ f é ímpar​

Temos:

(g∘f)(x)=g(f(x)).(g\circ f)(x)=g(f(x)).

Calculando em −x-x:

(g∘f)(−x)=g(f(−x)).(g\circ f)(-x) = g(f(-x)).

Como ff é par:

f(−x)=f(x).f(-x)=f(x).

Portanto:

(g∘f)(−x)=g(f(x))=(g∘f)(x).(g\circ f)(-x) = g(f(x)) = (g\circ f)(x).

Logo, g∘fg\circ f é par, e não ímpar.

III é falsa.

Portanto, somente I e II são verdadeiras.

d) apenas I e II.\boxed{\text{d) apenas I e II.}}
🧩 Exercício 7 AustráliaMédio

Uma sequência a1,a2,a3,…a_1,a_2,a_3,\ldots é definida por

an+2=1+an+1an,n≥1.a_{n+2}=\frac{1+a_{n+1}}{a_n}, \qquad n\geq 1.

Dado que a1=2a_1=2 e a2=5a_2=5, qual é o valor de a2002a_{2002}?

Vamos calcular alguns termos da sequência.

Sabemos que:

a1=2,a2=5.a_1=2,\qquad a_2=5.

Pela relação:

an+2=1+an+1an,a_{n+2}=\frac{1+a_{n+1}}{a_n},

temos:

a3=1+a2a1=1+52=3.a_3=\frac{1+a_2}{a_1} =\frac{1+5}{2} =3.

Agora:

a4=1+a3a2=1+35=45.a_4=\frac{1+a_3}{a_2} =\frac{1+3}{5} =\frac45.

Depois:

a5=1+a4a3=1+453=953=35.a_5=\frac{1+a_4}{a_3} = \frac{1+\frac45}{3} = \frac{\frac95}{3} = \frac35.

Continuando:

a6=1+a5a4=1+3545=8545=2.a_6=\frac{1+a_5}{a_4} = \frac{1+\frac35}{\frac45} = \frac{\frac85}{\frac45} =2.

Percebemos que:

a6=a1=2.a_6=a_1=2.

E, consequentemente,

a7=a2=5,a_7=a_2=5,

pois a sequência volta a repetir os mesmos valores.

Assim, a sequência é periódica de período 55:

2, 5, 3, 45, 35, 2, 5, 3, 45, 35,…2,\ 5,\ 3,\ \frac45,\ \frac35,\ 2,\ 5,\ 3,\ \frac45,\ \frac35,\ldots

Agora precisamos determinar a posição de a2002a_{2002} dentro desse ciclo.

Dividindo 20022002 por 55:

2002=5⋅400+2.2002=5\cdot400+2.

Logo, a2002a_{2002} ocupa a mesma posição que a2a_2 no ciclo.

Portanto:

a2002=5.\boxed{a_{2002}=5}.
🧩 Exercício 8 CESCEMFácil

Dizemos que uma função real é par se

f(x)=f(−x),f(x)=f(-x),

para todo xx, e que é ímpar se

f(x)=−f(−x).f(x)=-f(-x).

Das afirmativas que seguem, indique qual é a falsa.

Vamos verificar cada afirmação.

A) Produto de duas funções ímpares​

Se ff e gg são ímpares:

f(−x)=−f(x)f(-x)=-f(x)

e

g(−x)=−g(x).g(-x)=-g(x).

Então:

(fg)(−x)=f(−x)g(−x).(fg)(-x) = f(-x)g(-x).

Logo:

(fg)(−x)=[−f(x)][−g(x)]=f(x)g(x).(fg)(-x) = [-f(x)][-g(x)] = f(x)g(x).

Portanto:

(fg)(−x)=(fg)(x).(fg)(-x)=(fg)(x).

Assim, o produto de duas funções ímpares é par, e não ímpar.

Portanto, a afirmação A é falsa.

B) Produto de duas funções pares​

Se ff e gg são pares:

f(−x)=f(x)f(-x)=f(x)

e

g(−x)=g(x).g(-x)=g(x).

Então:

(fg)(−x)=f(−x)g(−x)=f(x)g(x)=(fg)(x).(fg)(-x) = f(-x)g(-x) = f(x)g(x) = (fg)(x).

Logo, o produto é par.

B é verdadeira.

C) Soma de duas funções ímpares​

Se ff e gg são ímpares:

f(−x)=−f(x)f(-x)=-f(x)

e

g(−x)=−g(x).g(-x)=-g(x).

Então:

(f+g)(−x)=f(−x)+g(−x)(f+g)(-x) = f(-x)+g(-x)=−f(x)−g(x)=-f(x)-g(x)=−(f(x)+g(x)).=-(f(x)+g(x)).

Logo, f+gf+g é ímpar.

C é verdadeira.

D) Soma de duas funções pares​

Se ff e gg são pares:

f(−x)=f(x)f(-x)=f(x)

e

g(−x)=g(x).g(-x)=g(x).

Então:

(f+g)(−x)=f(−x)+g(−x)(f+g)(-x) = f(-x)+g(-x)=f(x)+g(x).=f(x)+g(x).

Logo, f+gf+g é par.

D é verdadeira.

Portanto, a única afirmação falsa é:

a)\boxed{\text{a)}}