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ITA 2026

🧩 Exercício 1 ITAMédio

Sejam z,w∈Cz,w\in\mathbb{C} tais que

z−w=−23z-w=-2\sqrt{3}

e z≠wz\neq w. Se zz tem módulo 232\sqrt{3} e ww tem argumento π6\frac{\pi}{6}, então a parte real de zz é igual a:

1. Representando o número complexo ww​

Sabemos que ww tem argumento π6\frac{\pi}{6}. Portanto, podemos escrevê-lo na forma trigonométrica:

w=r(cos⁡π6+isen⁡π6),w=r\left(\cos\frac{\pi}{6}+i\operatorname{sen}\frac{\pi}{6}\right),

em que r=∣w∣>0r=|w|>0.

Como

cos⁡π6=32esen⁡π6=12,\cos\frac{\pi}{6}=\frac{\sqrt{3}}{2} \qquad\text{e}\qquad \operatorname{sen}\frac{\pi}{6}=\frac12,

temos

w=32r+r2i.w=\frac{\sqrt{3}}{2}r+\frac{r}{2}i.

2. Determinando zz​

Da condição

z−w=−23,z-w=-2\sqrt{3},

isolamos zz:

z=w−23.z=w-2\sqrt{3}.

Substituindo a expressão de ww:

z=(32r−23)+r2i.z=\left(\frac{\sqrt{3}}{2}r-2\sqrt{3}\right)+\frac{r}{2}i.

3. Utilizando o módulo de zz​

O módulo de um número complexo z=a+biz=a+bi é dado por

∣z∣=a2+b2.|z|=\sqrt{a^2+b^2}.

Como ∣z∣=23|z|=2\sqrt{3}, temos

(32r−23)2+(r2)2=12.\left(\frac{\sqrt{3}}{2}r-2\sqrt{3}\right)^2 +\left(\frac{r}{2}\right)^2=12.

Desenvolvendo os quadrados:

34r2−6r+12+14r2=12.\frac34r^2-6r+12+\frac14r^2=12.

Somando os termos semelhantes:

r2−6r+12=12.r^2-6r+12=12.

Logo,

r2−6r=0.r^2-6r=0.

Fatorando:

r(r−6)=0.r(r-6)=0.

Como r=∣w∣>0r=|w|>0, descartamos r=0r=0. Portanto,

r=6.r=6.

4. Calculando a parte real de zz​

A parte real de zz é

Re⁡(z)=32r−23.\operatorname{Re}(z)=\frac{\sqrt{3}}{2}r-2\sqrt{3}.

Substituindo r=6r=6:

Re⁡(z)=32⋅6−23.\operatorname{Re}(z) =\frac{\sqrt{3}}{2}\cdot6-2\sqrt{3}.Re⁡(z)=33−23.\operatorname{Re}(z)=3\sqrt{3}-2\sqrt{3}.

Assim,

Re⁡(z)=3.\boxed{\operatorname{Re}(z)=\sqrt{3}}.

Resposta​

Alternativa D) 3\sqrt{3}.

🧩 Exercício 2 ITAMédio

Usando os valores aproximados

log⁡4513,72=0,6880\log_{45}13{,}72=0{,}6880

e

log⁡456125=2,2908,\log_{45}6125=2{,}2908,

a alternativa que mais se aproxima da representação decimal de log⁡457\log_{45}7 é:

1. Expressando os números em função de potências​

Observe que

13,72=34325=735213{,}72=\frac{343}{25}=\frac{7^3}{5^2}

e

6125=72⋅53.6125=7^2\cdot5^3.

Queremos determinar

x=log⁡457.x=\log_{45}7.

Também definimos

y=log⁡455.y=\log_{45}5.

2. Utilizando os logaritmos fornecidos​

Pela propriedade do logaritmo do quociente,

log⁡45(7352)=3log⁡457−2log⁡455.\log_{45}\left(\frac{7^3}{5^2}\right) =3\log_{45}7-2\log_{45}5.

Assim,

3x−2y=0,6880.3x-2y=0{,}6880.

Agora, utilizando 6125=72⋅536125=7^2\cdot5^3:

log⁡45(72⋅53)=2log⁡457+3log⁡455.\log_{45}(7^2\cdot5^3) =2\log_{45}7+3\log_{45}5.

Portanto,

2x+3y=2,2908.2x+3y=2{,}2908.

Temos o sistema

{3x−2y=0,68802x+3y=2,2908\begin{cases} 3x-2y=0{,}6880\\ 2x+3y=2{,}2908 \end{cases}

3. Resolvendo o sistema​

Multiplicamos a primeira equação por 33:

9x−6y=2,0640.9x-6y=2{,}0640.

Multiplicamos a segunda equação por 22:

4x+6y=4,5816.4x+6y=4{,}5816.

Somando as equações, eliminamos yy:

13x=6,6456.13x=6{,}6456.

Logo,

x=6,645613.x=\frac{6{,}6456}{13}.x≈0,5112.x\approx0{,}5112.

Resposta​

Como buscamos a alternativa mais próxima de log⁡457\log_{45}7, temos:

log⁡457≈0,5112\boxed{\log_{45}7\approx0{,}5112}

O valor mais próximo é 0,51120{,}5112.

Alternativa B.

🧩 Exercício 3 ITAMédio

Seja AA a matriz de ordem 100×100100\times100, cujos elementos são descritos pela equação

aij=1+(1−i)(1−j).a_{ij}=1+(1-i)(1-j).

Considere as seguintes afirmações:

I. AA é uma matriz simétrica.

II. Cada linha da matriz AA forma uma progressão aritmética.

III. AA é uma matriz singular.

É (São) VERDADEIRA(S):

Análise da afirmativa I — Matriz simétrica​

Uma matriz é simétrica quando aij=ajia_{ij}=a_{ji} para quaisquer índices ii e jj.

Temos

aij=1+(1−i)(1−j).a_{ij}=1+(1-i)(1-j).

Trocando os índices:

aji=1+(1−j)(1−i).a_{ji}=1+(1-j)(1-i).

Como a multiplicação é comutativa,

(1−i)(1−j)=(1−j)(1−i).(1-i)(1-j)=(1-j)(1-i).

Portanto,

aij=aji.a_{ij}=a_{ji}.

Logo, a afirmativa I é verdadeira.

Análise da afirmativa II — Progressão aritmética​

Fixando uma linha ii, seus elementos são dados por

aij=1+(1−i)(1−j).a_{ij}=1+(1-i)(1-j).

Podemos desenvolver a expressão:

aij=1+(1−i)−(1−i)j.a_{ij}=1+(1-i)-(1-i)j.

Assim,

aij=2−i+(i−1)j.a_{ij}=2-i+(i-1)j.

Para uma linha fixa, ii é constante. Portanto, a expressão é uma função do índice jj do primeiro grau.

A diferença entre dois elementos consecutivos é

ai,j+1−aij=[2−i+(i−1)(j+1)]−[2−i+(i−1)j]=i−1.\begin{aligned} a_{i,j+1}-a_{ij} &=[2-i+(i-1)(j+1)]\\ &\quad-[2-i+(i-1)j]\\ &=i-1. \end{aligned}

Essa diferença é constante ao longo de cada linha.

Logo, cada linha forma uma progressão aritmética, de razão i−1i-1.

A afirmativa II é verdadeira.

Análise da afirmativa III — Matriz singular​

Uma matriz quadrada é singular quando seu determinante é igual a zero.

Observe que

aij=1+(1−i)(1−j).a_{ij}=1+(1-i)(1-j).

Podemos escrever a matriz como

A=J+uuT,A=J+uu^T,

em que JJ é a matriz de ordem 100100 com todas as entradas iguais a 11, e

u=[0−1−2⋮−99].u= \begin{bmatrix} 0\\ -1\\ -2\\ \vdots\\ -99 \end{bmatrix}.

A matriz JJ tem todas as linhas iguais. Além disso, uuTuu^T é uma matriz de posto no máximo 11.

Assim, o posto de AA é, no máximo,

posto⁡(A)≤posto⁡(J)+posto⁡(uuT)≤1+1=2.\operatorname{posto}(A)\leq \operatorname{posto}(J)+\operatorname{posto}(uu^T) \leq 1+1=2.

Como AA possui ordem 100×100100\times100, seu posto é menor que sua ordem. Portanto, suas linhas são linearmente dependentes e

det⁡(A)=0.\det(A)=0.

Logo, a afirmativa III é verdadeira.

Resposta​

As três afirmativas são verdadeiras.

Alternativa E\boxed{\text{Alternativa E}}
🧩 Exercício 4 ITAMédio

Os vértices de um polígono são todos os números complexos não nulos que satisfazem a equação

iz2=2z‾.iz^2=2\overline{z}.

A área desse polígono é:

1. Escrevendo o número complexo na forma polar​

Como z≠0z\neq0, podemos escrever

z=r(cos⁡θ+isen⁡θ),z=r(\cos\theta+i\operatorname{sen}\theta),

em que r=∣z∣>0r=|z|>0.

Na forma exponencial,

z=reiθez‾=re−iθ.z=re^{i\theta} \qquad\text{e}\qquad \overline{z}=re^{-i\theta}.

Substituindo na equação iz2=2z‾iz^2=2\overline{z}:

ir2e2iθ=2re−iθ.ir^2e^{2i\theta}=2re^{-i\theta}.

Dividindo ambos os lados por re−iθr e^{-i\theta}:

ire3iθ=2.ire^{3i\theta}=2.

2. Determinando o módulo​

Tomando os módulos dos dois lados:

∣i∣ r ∣e3iθ∣=∣2∣.|i|\,r\,|e^{3i\theta}|=|2|.

Como ∣i∣=1|i|=1 e ∣e3iθ∣=1|e^{3i\theta}|=1, temos

r=2.r=2.

Portanto, todos os pontos estão sobre uma circunferência de raio 22 centrada na origem.

3. Determinando os argumentos​

Da igualdade

ire3iθ=2,ire^{3i\theta}=2,

e usando r=2r=2, obtemos

ie3iθ=1.ie^{3i\theta}=1.

Como i=eiπ/2i=e^{i\pi/2},

ei(3θ+π/2)=1.e^{i(3\theta+\pi/2)}=1.

Logo,

3θ+π2=2kπ,k∈Z.3\theta+\frac{\pi}{2}=2k\pi, \qquad k\in\mathbb{Z}.

Isolando θ\theta:

θ=−π6+2kπ3.\theta=-\frac{\pi}{6}+\frac{2k\pi}{3}.

Considerando os três argumentos distintos no intervalo de uma volta completa:

θ1=−π6,θ2=π2,θ3=7π6.\theta_1=-\frac{\pi}{6}, \qquad \theta_2=\frac{\pi}{2}, \qquad \theta_3=\frac{7\pi}{6}.

Os três pontos estão igualmente espaçados na circunferência. Portanto, formam um triângulo equilátero.

4. Calculando a área​

O ângulo central entre dois vértices consecutivos é

2π3=120∘.\frac{2\pi}{3}=120^\circ.

O lado do triângulo é a corda correspondente a esse ângulo. Assim,

ℓ=2rsen⁡(120∘2).\ell=2r\operatorname{sen}\left(\frac{120^\circ}{2}\right).

Substituindo r=2r=2:

ℓ=4sen⁡60∘.\ell=4\operatorname{sen}60^\circ.ℓ=4⋅32=23.\ell=4\cdot\frac{\sqrt{3}}{2}=2\sqrt{3}.

A área de um triângulo equilátero de lado ℓ\ell é

A=34ℓ2.A=\frac{\sqrt{3}}{4}\ell^2.

Portanto,

A=34(23)2.A=\frac{\sqrt{3}}{4}(2\sqrt{3})^2.A=34⋅12.A=\frac{\sqrt{3}}{4}\cdot12.A=33.\boxed{A=3\sqrt{3}}.

Resposta​

Alternativa C) 333\sqrt{3}.

🧩 Exercício 5 ITAMédio

Uma circunferência é dividida em seis partes iguais pelos pontos AA, BB, CC, DD, EE e FF, designados nessa ordem. Os pontos AA, CC e EE são vértices de um triângulo equilátero, assim como os pontos BB, DD e FF. A sobreposição desses dois triângulos define uma estrela de seis pontas denominada hexagrama.

Se a área desse hexagrama é 253 cm225\sqrt{3}\text{ cm}^2, então a área do quadrado inscrito na circunferência mede:

1. Relacionando o raio da circunferência ao hexagrama​

Hexagrama

Seja RR o raio da circunferência.

Como os seis pontos dividem a circunferência em arcos iguais, os triângulos ACEACE e BDFBDF são equiláteros.

Cada lado desses triângulos é uma corda que subtende um ângulo central de 120∘120^\circ. Portanto,

ℓ=2Rsen⁡60∘.\ell=2R\operatorname{sen}60^\circ.

Assim,

ℓ=2R⋅32\ell=2R\cdot\frac{\sqrt{3}}{2}ℓ=R3.\ell=R\sqrt{3}.

2. Calculando a área do hexagrama​

O hexagrama pode ser dividido em seis triângulos equiláteros externos e um hexágono regular central.

O hexágono central possui apótema R2\frac{R}{2} e lado R3\frac{R}{\sqrt{3}}.

Sua área é

Ah=P⋅ap2.A_h=\frac{P\cdot ap}{2}.

Substituindo o perímetro e o apótema:

Ah=6⋅R3⋅R22.A_h= \frac{6\cdot\frac{R}{\sqrt{3}}\cdot\frac{R}{2}}{2}.

Logo,

Ah=32R2.A_h=\frac{\sqrt{3}}{2}R^2.

A área de cada triângulo equilátero maior é

At=34(R3)2.A_t=\frac{\sqrt{3}}{4}(R\sqrt{3})^2.

Portanto,

At=334R2.A_t=\frac{3\sqrt{3}}{4}R^2.

O hexagrama corresponde à união dos dois triângulos equiláteros. Assim, subtraímos a área da região central, que foi contada duas vezes:

Ahexagrama=2At−Ah.A_{\text{hexagrama}}=2A_t-A_h.

Substituindo:

Ahexagrama=2⋅334R2−32R2.A_{\text{hexagrama}} = 2\cdot\frac{3\sqrt{3}}{4}R^2 -\frac{\sqrt{3}}{2}R^2.

Simplificando:

Ahexagrama=3R2.A_{\text{hexagrama}}=\sqrt{3}R^2.

3. Determinando o raio​

Sabemos que a área do hexagrama é 253 cm225\sqrt{3}\text{ cm}^2.

Logo,

3R2=253.\sqrt{3}R^2=25\sqrt{3}.

Dividindo por 3\sqrt{3}:

R2=25.R^2=25.

4. Calculando a área do quadrado inscrito​

A diagonal de um quadrado inscrito na circunferência é igual ao diâmetro.

Portanto,

d=2R.d=2R.

A área do quadrado pode ser calculada pela diagonal:

Aq=d22.A_q=\frac{d^2}{2}.

Substituindo d=2Rd=2R:

Aq=(2R)22.A_q=\frac{(2R)^2}{2}.Aq=2R2.A_q=2R^2.

Como R2=25R^2=25:

Aq=2⋅25.A_q=2\cdot25.Aq=50 cm2\boxed{A_q=50\text{ cm}^2}

Resposta​

Alternativa D) 50 cm250\text{ cm}^2.

🧩 Exercício 6 ITAMédio

Considere as seguintes afirmações:

I. Um cubo possui uma seção plana dada por um pentágono.

II. Sejam α\alpha, β\beta e η\eta três planos distintos, dois a dois concorrentes. Sejam rr a reta de interseção de α\alpha e β\beta, ss a reta de interseção de β\beta e η\eta, e tt a reta de interseção de α\alpha e η\eta. Se rr, ss e tt são paralelas distintas, então existe uma única reta paralela a rr que dista igualmente de α\alpha, β\beta e η\eta.

III. Dois planos secantes são perpendiculares se toda reta de um deles for perpendicular ao outro plano.

É (São) VERDADEIRA(S):

Análise da afirmativa I​

Hexagrama

Um plano pode intersectar um cubo de modo a cortar cinco de suas faces.

Nesse caso, a seção plana formada possui cinco lados, sendo, portanto, um pentágono.

Logo, a afirmativa I é verdadeira.

Análise da afirmativa II​

A afirmação diz que existe uma única reta paralela a rr que está à mesma distância dos três planos.

Como os planos são distintos e suas retas de interseção são paralelas, podemos observar a configuração em uma seção perpendicular à direção dessas retas.

Nessa seção, os três planos são representados por três retas, e uma reta paralela a rr corresponde a um ponto no plano da seção.

A condição de estar à mesma distância dos três planos equivale a esse ponto estar à mesma distância das três retas.

Entretanto, três retas que formam um triângulo podem possuir mais de um ponto equidistante delas: o incentro e os excentros.

Assim, não é garantida a existência de uma única reta com a propriedade descrita.

Logo, a afirmativa II é falsa.

Análise da afirmativa III​

Dois planos secantes são perpendiculares quando o ângulo entre eles é de 90∘90^\circ.

Isso não significa que toda reta contida em um dos planos seja perpendicular ao outro.

Por exemplo, uma reta que coincida com a reta de interseção dos dois planos está contida em ambos. Portanto, ela não é perpendicular ao outro plano.

Logo, a afirmativa III é falsa.

Resposta​

Somente a afirmativa I é verdadeira.

Alternativa A\boxed{\text{Alternativa A}}
🧩 Exercício 7 ITAMédio

Considere as matrizes

A=[32−121232],B=[2222].A= \begin{bmatrix} \frac{\sqrt{3}}{2} & -\frac12\\[4pt] \frac12 & \frac{\sqrt{3}}{2} \end{bmatrix}, \qquad B= \begin{bmatrix} \frac{\sqrt{2}}{2}\\[4pt] \frac{\sqrt{2}}{2} \end{bmatrix}.

A matriz A31BA^{31}B é igual a:

1. Interpretando a matriz AA​

A matriz

A=[cos⁡θ−sen⁡θsen⁡θcos⁡θ]A= \begin{bmatrix} \cos\theta & -\operatorname{sen}\theta\\ \operatorname{sen}\theta & \cos\theta \end{bmatrix}

representa uma rotação de ângulo θ\theta no plano.

Comparando com a matriz dada, temos

cos⁡θ=32,sen⁡θ=12.\cos\theta=\frac{\sqrt{3}}{2}, \qquad \operatorname{sen}\theta=\frac12.

Logo,

θ=30∘.\theta=30^\circ.

Assim, multiplicar um vetor por AA equivale a girá-lo 30∘30^\circ no sentido anti-horário.

2. Interpretando a potência A31A^{31}​

Cada multiplicação por AA acrescenta uma rotação de 30∘30^\circ. Portanto, A31A^{31} corresponde a uma rotação de

31⋅30∘=930∘.31\cdot30^\circ=930^\circ.

Como uma volta completa corresponde a 360∘360^\circ, podemos reduzir esse ângulo:

930∘−2⋅360∘=210∘.930^\circ-2\cdot360^\circ=210^\circ.

Portanto, A31A^{31} representa uma rotação de 210∘210^\circ.

3. Identificando o vetor BB​

Temos

B=[2222].B= \begin{bmatrix} \frac{\sqrt{2}}{2}\\[4pt] \frac{\sqrt{2}}{2} \end{bmatrix}.

Esse vetor tem módulo

∣B∣=(22)2+(22)2=1|B|= \sqrt{ \left(\frac{\sqrt{2}}{2}\right)^2+ \left(\frac{\sqrt{2}}{2}\right)^2 }=1

e forma um ângulo de 45∘45^\circ com o eixo positivo xx.

Ao girá-lo em 210∘210^\circ, seu novo ângulo será

45∘+210∘=255∘.45^\circ+210^\circ=255^\circ.

4. Calculando as coordenadas do vetor resultante​

Como o módulo permanece igual a 11, temos

A31B=[cos⁡255∘sen⁡255∘].A^{31}B= \begin{bmatrix} \cos255^\circ\\ \operatorname{sen}255^\circ \end{bmatrix}.

Observe que

255∘=180∘+75∘.255^\circ=180^\circ+75^\circ.

Logo,

cos⁡255∘=−cos⁡75∘\cos255^\circ=-\cos75^\circ

e

sen⁡255∘=−sen⁡75∘.\operatorname{sen}255^\circ=-\operatorname{sen}75^\circ.

Utilizando as fórmulas de diferença de ângulos:

cos⁡75∘=cos⁡(45∘+30∘)\cos75^\circ =\cos(45^\circ+30^\circ)=22⋅32−22⋅12=\frac{\sqrt{2}}{2}\cdot\frac{\sqrt{3}}{2} -\frac{\sqrt{2}}{2}\cdot\frac12=24(3−1).=\frac{\sqrt{2}}{4}(\sqrt{3}-1).

Analogamente,

sen⁡75∘=sen⁡(45∘+30∘)\operatorname{sen}75^\circ =\operatorname{sen}(45^\circ+30^\circ)=22⋅32+22⋅12=\frac{\sqrt{2}}{2}\cdot\frac{\sqrt{3}}{2} +\frac{\sqrt{2}}{2}\cdot\frac12=24(3+1).=\frac{\sqrt{2}}{4}(\sqrt{3}+1).

Portanto,

A31B=[−24(3−1)−24(1+3)].A^{31}B= \begin{bmatrix} -\frac{\sqrt{2}}{4}(\sqrt{3}-1)\\[6pt] -\frac{\sqrt{2}}{4}(1+\sqrt{3}) \end{bmatrix}.

Resposta​

A31B=[−24(3−1)−24(1+3)]\boxed{ A^{31}B= \begin{bmatrix} -\frac{\sqrt{2}}{4}(\sqrt{3}-1)\\[6pt] -\frac{\sqrt{2}}{4}(1+\sqrt{3}) \end{bmatrix} }

Alternativa A.

🧩 Exercício 8 ITAMédio

Seja p(x)=x3+bx2+cx+dp(x)=x^3+bx^2+cx+d um polinômio com coeficientes reais. Se todas as raízes de p(x)p(x) são reais, para todo x∈Rx\in\mathbb{R},

p(2+x)=−p(2−x),p(2+x)=-p(2-x),

então o menor valor possível para p(0)p(0) é:

1. Interpretando a condição de simetria​

A condição

p(2+x)=−p(2−x)p(2+x)=-p(2-x)

indica que o polinômio é ímpar em relação ao centro x=2x=2.

Para explorar essa propriedade, fazemos a mudança de variável

t=x−2.t=x-2.

Assim, podemos escrever

q(t)=p(t+2).q(t)=p(t+2).

A condição dada torna-se

q(t)=−q(−t).q(t)=-q(-t).

Logo, qq é um polinômio ímpar.

2. Escrevendo o polinômio na nova variável​

Como pp é de terceiro grau e seu coeficiente dominante é 11, o mesmo vale para qq. Portanto, por ser ímpar, ele tem a forma

q(t)=t3+at,q(t)=t^3+at,

em que a∈Ra\in\mathbb{R}.

Voltando à variável original:

p(x)=(x−2)3+a(x−2).p(x)=(x-2)^3+a(x-2).

3. Utilizando a condição de que todas as raízes são reais​

Fatorando:

p(x)=(x−2)[(x−2)2+a].p(x)=(x-2)\left[(x-2)^2+a\right].

Uma raiz é x=2x=2. As outras possíveis raízes satisfazem

(x−2)2=−a.(x-2)^2=-a.

Para que essas raízes sejam reais, é necessário que

−a≥0.-a\geq0.

Portanto,

a≤0.a\leq0.

4. Determinando o menor valor de p(0)p(0)​

Substituindo x=0x=0:

p(0)=(−2)3+a(−2).p(0)=(-2)^3+a(-2).p(0)=−8−2a.p(0)=-8-2a.

Como a≤0a\leq0, temos −2a≥0-2a\geq0. Consequentemente,

p(0)≥−8.p(0)\geq-8.

O valor mínimo ocorre quando a=0a=0. Nesse caso,

p(x)=(x−2)3,p(x)=(x-2)^3,

que possui todas as raízes reais, pois sua única raiz é x=2x=2, com multiplicidade três.

Assim,

p(0)min⁡=−8.\boxed{p(0)_{\min}=-8}.

Resposta​

Alternativa B) −8-8.

🧩 Exercício 9 ITAMédio

Considere a reta rr,

3x+4y=−153x+4y=-15

e a parábola PP,

y=x2+x+6,y=x^2+x+6,

com vértice VV. Seja tt a reta tangente à PP, que tem coeficiente angular negativo e forma um ângulo de 45∘45^\circ com rr.

Sendo AA o ponto de tangência de tt a PP e BB o ponto de interseção de rr e tt, a área do triângulo ABVABV é:

1. Determinando o coeficiente angular da reta rr​

A reta rr é

3x+4y=−15.3x+4y=-15.

Isolando yy:

y=−34x−154.y=-\frac34x-\frac{15}{4}.

Portanto, seu coeficiente angular é

mr=−34.m_r=-\frac34.

2. Determinando o coeficiente angular da reta tangente tt​

Sabemos que tt forma um ângulo de 45∘45^\circ com rr.

Se mm é o coeficiente angular de tt, podemos usar a fórmula da tangente do ângulo entre duas retas:

tan⁡θ=∣m−mr1+mmr∣.\tan\theta= \left| \frac{m-m_r}{1+mm_r} \right|.

Como θ=45∘\theta=45^\circ, temos tan⁡45∘=1\tan45^\circ=1. Assim,

1=∣m+341−34m∣.1= \left| \frac{m+\frac34}{1-\frac34m} \right|.

Portanto,

m+34=±(1−34m).m+\frac34 = \pm\left(1-\frac34m\right).

Como o enunciado informa que o coeficiente angular de tt é negativo, devemos escolher a solução negativa.

Tomando

m+34=−1+34m,m+\frac34=-1+\frac34m,

temos

14m=−74.\frac14m=-\frac74.

Logo,

m=−7.\boxed{m=-7}.

3. Determinando o ponto de tangência AA​

A parábola é

y=x2+x+6.y=x^2+x+6.

Sua derivada é

y′=2x+1.y'=2x+1.

No ponto de tangência, o coeficiente angular da tangente é −7-7. Portanto,

2x+1=−7.2x+1=-7.

Assim,

2x=−82x=-8

e

x=−4.x=-4.

Substituindo na equação da parábola:

y=(−4)2+(−4)+6.y=(-4)^2+(-4)+6.y=16−4+6=18.y=16-4+6=18.

Logo,

A=(−4,18).\boxed{A=(-4,18)}.

4. Encontrando a equação da reta tt​

Sabemos que tt possui coeficiente angular −7-7 e passa por A=(−4,18)A=(-4,18).

Usando a equação ponto-inclinação:

y−18=−7(x+4).y-18=-7(x+4).

Portanto,

y=−7x−10.y=-7x-10.

5. Determinando o ponto BB​

O ponto BB pertence simultaneamente às retas rr e tt.

Temos

r:y=−34x−154r:\quad y=-\frac34x-\frac{15}{4}

e

t:y=−7x−10.t:\quad y=-7x-10.

Igualando:

−7x−10=−34x−154.-7x-10=-\frac34x-\frac{15}{4}.

Multiplicando por 44:

−28x−40=−3x−15.-28x-40=-3x-15.

Logo,

−25x=25-25x=25

e

x=−1.x=-1.

Substituindo em tt:

y=−7(−1)−10.y=-7(-1)-10.y=−3.y=-3.

Portanto,

B=(−1,−3).\boxed{B=(-1,-3)}.

6. Determinando o vértice VV​

Para a parábola

y=x2+x+6,y=x^2+x+6,

a abscissa do vértice é

xV=−b2a.x_V=-\frac{b}{2a}.

Como a=1a=1 e b=1b=1:

xV=−12.x_V=-\frac12.

Calculando a ordenada:

yV=(−12)2−12+6.y_V= \left(-\frac12\right)^2-\frac12+6.yV=14−12+6=234.y_V=\frac14-\frac12+6 =\frac{23}{4}.

Logo,

V=(−12,234).\boxed{V=\left(-\frac12,\frac{23}{4}\right)}.

7. Calculando a área do triângulo ABVABV​

Usamos a fórmula da área de um triângulo por coordenadas:

A△=12∣xA(yB−yV)+xB(yV−yA)+xV(yA−yB)∣.A_{\triangle} = \frac12 \left| x_A(y_B-y_V) +x_B(y_V-y_A) +x_V(y_A-y_B) \right|.

Substituindo

A=(−4,18),B=(−1,−3),V=(−12,234),A=(-4,18), \qquad B=(-1,-3), \qquad V=\left(-\frac12,\frac{23}{4}\right),

temos

A△=12∣−4(−3−234)−1(234−18)−12(18+3)∣.A_{\triangle} = \frac12 \left| -4\left(-3-\frac{23}{4}\right) -1\left(\frac{23}{4}-18\right) -\frac12(18+3) \right|.

Calculando cada termo:

−4(−354)=35,-4\left(-\frac{35}{4}\right)=35,−(−494)=494,-\left(-\frac{49}{4}\right)=\frac{49}{4},

e

−12(21)=−212.-\frac12(21)=-\frac{21}{2}.

Logo,

A△=12∣35+494−212∣.A_{\triangle} = \frac12 \left| 35+\frac{49}{4}-\frac{21}{2} \right|.

Colocando tudo sobre 44:

A△=12∣140+49−424∣.A_{\triangle} = \frac12 \left| \frac{140+49-42}{4} \right|.A△=12⋅1474.A_{\triangle} = \frac12\cdot\frac{147}{4}.

Portanto,

A△=1478.\boxed{A_{\triangle}=\frac{147}{8}}.

Resposta​

Alternativa D) 1478\frac{147}{8}.

🧩 Exercício 10 ITAMédio

Sejam x,y∈]0,π2[x,y\in\left]0,\frac{\pi}{2}\right[, satisfazendo o sistema de equações

{tan⁡(y)tan⁡(y2)=cos⁡(2x)sec⁡(y)sen⁡(y)cos⁡(x)+cos⁡(x)sen⁡(y)=2\begin{cases} \tan(y)\tan\left(\frac{y}{2}\right) = \cos(2x)\sec(y)\\[6pt] \displaystyle \frac{\operatorname{sen}(y)}{\cos(x)} + \frac{\cos(x)}{\operatorname{sen}(y)} = 2 \end{cases}

O produto de todos os valores de xx e yy que resolvem esse sistema é:

1. Analisando a segunda equação​

Temos

sen⁡(y)cos⁡(x)+cos⁡(x)sen⁡(y)=2.\frac{\operatorname{sen}(y)}{\cos(x)} + \frac{\cos(x)}{\operatorname{sen}(y)} = 2.

Colocando as frações em um único denominador:

sen⁡2(y)+cos⁡2(x)sen⁡(y)cos⁡(x)=2.\frac{\operatorname{sen}^2(y)+\cos^2(x)} {\operatorname{sen}(y)\cos(x)} =2.

Como x,y∈]0,π2[x,y\in\left]0,\frac{\pi}{2}\right[, temos sen⁡(y)>0\operatorname{sen}(y)>0 e cos⁡(x)>0\cos(x)>0. Portanto, podemos multiplicar pelo denominador:

sen⁡2(y)+cos⁡2(x)=2sen⁡(y)cos⁡(x).\operatorname{sen}^2(y)+\cos^2(x) = 2\operatorname{sen}(y)\cos(x).

Reorganizando:

sen⁡2(y)−2sen⁡(y)cos⁡(x)+cos⁡2(x)=0.\operatorname{sen}^2(y) -2\operatorname{sen}(y)\cos(x) +\cos^2(x)=0.

Logo,

(sen⁡(y)−cos⁡(x))2=0.\left(\operatorname{sen}(y)-\cos(x)\right)^2=0.

Assim,

sen⁡(y)=cos⁡(x).\operatorname{sen}(y)=\cos(x).

Como x,y∈]0,π2[x,y\in\left]0,\frac{\pi}{2}\right[, temos

sen⁡(y)=cos⁡(π2−y).\operatorname{sen}(y) = \cos\left(\frac{\pi}{2}-y\right).

A função cosseno é injetora nesse intervalo, portanto,

x=π2−y.x=\frac{\pi}{2}-y.

Consequentemente,

2x=π−2y.2x=\pi-2y.

2. Utilizando a primeira equação​

A primeira equação é

tan⁡(y)tan⁡(y2)=cos⁡(2x)sec⁡(y).\tan(y)\tan\left(\frac{y}{2}\right) = \cos(2x)\sec(y).

Como

x=π2−y,x=\frac{\pi}{2}-y,

temos

cos⁡(2x)=cos⁡(π−2y)=−cos⁡(2y).\cos(2x) = \cos(\pi-2y) = -\cos(2y).

Portanto,

tan⁡(y)tan⁡(y2)=−cos⁡(2y)cos⁡(y).\tan(y)\tan\left(\frac{y}{2}\right) = -\frac{\cos(2y)}{\cos(y)}.

Agora usamos a identidade

tan⁡(y)tan⁡(y2)=1−cos⁡(y)cos⁡(y).\tan(y)\tan\left(\frac{y}{2}\right) = \frac{1-\cos(y)}{\cos(y)}.

Assim,

1−cos⁡(y)cos⁡(y)=−cos⁡(2y)cos⁡(y).\frac{1-\cos(y)}{\cos(y)} = -\frac{\cos(2y)}{\cos(y)}.

Como cos⁡(y)>0\cos(y)>0, podemos multiplicar por cos⁡(y)\cos(y):

1−cos⁡(y)=−cos⁡(2y).1-\cos(y)=-\cos(2y).

Portanto,

1−cos⁡(y)+cos⁡(2y)=0.1-\cos(y)+\cos(2y)=0.

3. Resolvendo a equação​

Usando

cos⁡(2y)=2cos⁡2(y)−1,\cos(2y)=2\cos^2(y)-1,

temos

1−cos⁡(y)+2cos⁡2(y)−1=0.1-\cos(y)+2\cos^2(y)-1=0.

Logo,

2cos⁡2(y)−cos⁡(y)=0.2\cos^2(y)-\cos(y)=0.

Fatorando:

cos⁡(y)(2cos⁡(y)−1)=0.\cos(y)\left(2\cos(y)-1\right)=0.

Como y∈]0,π2[y\in\left]0,\frac{\pi}{2}\right[, temos cos⁡(y)>0\cos(y)>0. Portanto,

2cos⁡(y)−1=0.2\cos(y)-1=0.

Assim,

cos⁡(y)=12.\cos(y)=\frac12.

No intervalo considerado,

y=π3.y=\frac{\pi}{3}.

Como

x=π2−y,x=\frac{\pi}{2}-y,

obtemos

x=π2−π3=π6.x=\frac{\pi}{2}-\frac{\pi}{3} = \frac{\pi}{6}.

4. Calculando o produto​

Existe uma única solução:

(x,y)=(π6,π3).\left(x,y\right) = \left(\frac{\pi}{6},\frac{\pi}{3}\right).

Logo, o produto de todos os valores de xx e yy que resolvem o sistema é

xy=π6⋅π3.xy = \frac{\pi}{6}\cdot\frac{\pi}{3}.

Portanto,

xy=π218.\boxed{xy=\frac{\pi^2}{18}}.

Resposta​

Alternativa E) π218\frac{\pi^2}{18}.

🧩 Exercício 11 ITAMédio

Seja A={1,2,3,4,5,6,7,8}A=\{1,2,3,4,5,6,7,8\}. A quantidade de bijeções F:A⟶AF:A\longrightarrow A que satisfazem

F(1)<F(5)<F(3)F(1)<F(5)<F(3)

e

F(7)<F(2)F(7)<F(2)

é:

1. Observando as restrições​

Como FF é uma bijeção, os valores

F(1),F(5),F(3),F(7),F(2)F(1),F(5),F(3),F(7),F(2)

são cinco elementos distintos de AA.

As condições impostas são

F(1)<F(5)<F(3)F(1)<F(5)<F(3)

e

F(7)<F(2).F(7)<F(2).

Portanto, entre esses cinco valores, precisamos contar as maneiras de escolher os valores e distribuí-los respeitando essas relações de ordem.

2. Escolhendo os cinco valores​

Escolhemos cinco elementos distintos de AA, que possui oito elementos:

(85)=56.\binom{8}{5}=56.

Uma vez escolhidos os cinco valores, vamos organizá-los em ordem crescente:

v1<v2<v3<v4<v5.v_1<v_2<v_3<v_4<v_5.

Para satisfazer

F(1)<F(5)<F(3),F(1)<F(5)<F(3),

os valores atribuídos a F(1)F(1), F(5)F(5) e F(3)F(3) precisam aparecer nessa ordem.

Para F(7)F(7) e F(2)F(2), precisamos apenas que

F(7)<F(2).F(7)<F(2).

Assim, devemos escolher quais três das cinco posições ordenadas serão ocupadas por

F(1),F(5),F(3),F(1),F(5),F(3),

mantendo essa ordem. As duas posições restantes serão ocupadas por F(7)F(7) e F(2)F(2), também em ordem crescente.

Portanto, para cada conjunto de cinco valores, o número de possibilidades é

(53)=10.\binom{5}{3}=10.

3. Completando a bijeção​

Restam três elementos do conjunto AA que ainda não foram utilizados.

Eles devem ser atribuídos livremente às posições

4, 6, 8.4,\ 6,\ 8.

Isso pode ser feito de

3!=63!=6

maneiras.

Logo, parece que teríamos

(85)(53)3!.\binom85\binom53 3!.

Entretanto, precisamos observar que as cinco posições submetidas às desigualdades são

1, 5, 3, 7, 2,1,\ 5,\ 3,\ 7,\ 2,

e suas restrições formam duas cadeias independentes:

F(1)<F(5)<F(3)F(1)<F(5)<F(3)

e

F(7)<F(2).F(7)<F(2).

Para cada escolha dos cinco valores, o número de ordenações que satisfazem essas duas cadeias é

5!3! 2!=10.\frac{5!}{3!\,2!}=10.

Assim,

N=(85)⋅10⋅3!.N=\binom85\cdot10\cdot3!.

Calculando:

N=56⋅10⋅6.N=56\cdot10\cdot6.

Portanto,

N=3360.\boxed{N=3360}.

Resposta​

Alternativa A) 33603360.

🧩 Exercício 12 ITAMédio

Considere m∈Rm\in\mathbb{R} positivo. A sequência rkr_k é uma progressão geométrica crescente de termos positivos de razão qq e termo inicial r1=qr_1=q.

As circunferências

Ck: (x−rk)2+(y−mrk)2=rk2C_k:\ (x-r_k)^2+(y-mr_k)^2=r_k^2

são duas a duas tangentes externamente, nessa ordem.

A expressão de qq em função de mm é:

1. Identificando os centros e os raios​

A circunferência CkC_k é dada por

(x−rk)2+(y−mrk)2=rk2.(x-r_k)^2+(y-mr_k)^2=r_k^2.

Portanto, seu centro é

Pk=(rk,mrk)P_k=(r_k,mr_k)

e seu raio é

Rk=rk.R_k=r_k.

Como rkr_k é uma P.G. de razão qq, temos

rk+1=qrk.r_{k+1}=qr_k.

Como a P.G. é crescente e possui termos positivos,

q>1.q>1.

2. Usando a condição de tangência externa​

Duas circunferências são tangentes externamente quando a distância entre seus centros é igual à soma de seus raios.

Assim,

PkPk+1=rk+rk+1.P_kP_{k+1}=r_k+r_{k+1}.

Calculando a distância entre os centros:

PkPk+1=(rk+1−rk)2+(mrk+1−mrk)2.P_kP_{k+1} = \sqrt{(r_{k+1}-r_k)^2+ (mr_{k+1}-mr_k)^2}.

Colocando (rk+1−rk)(r_{k+1}-r_k) em evidência:

PkPk+1=(rk+1−rk)1+m2.P_kP_{k+1} = (r_{k+1}-r_k)\sqrt{1+m^2}.

Como rk+1=qrkr_{k+1}=qr_k:

PkPk+1=rk(q−1)1+m2.P_kP_{k+1} = r_k(q-1)\sqrt{1+m^2}.

Por outro lado,

rk+rk+1=rk+qrk=rk(q+1).r_k+r_{k+1} = r_k+qr_k = r_k(q+1).

Portanto,

rk(q−1)1+m2=rk(q+1).r_k(q-1)\sqrt{1+m^2} = r_k(q+1).

Como rk>0r_k>0, podemos dividir por rkr_k:

(q−1)1+m2=q+1.(q-1)\sqrt{1+m^2}=q+1.

3. Isolando qq​

Desenvolvendo:

q1+m2−1+m2=q+1.q\sqrt{1+m^2}-\sqrt{1+m^2}=q+1.

Logo,

q(1+m2−1)=1+m2+1.q\left(\sqrt{1+m^2}-1\right) = \sqrt{1+m^2}+1.

Assim,

q=1+m2+11+m2−1.q= \frac{\sqrt{1+m^2}+1} {\sqrt{1+m^2}-1}.

Racionalizando:

q=(1+m2+1)2(1+m2)−1.q= \frac{(\sqrt{1+m^2}+1)^2} {(1+m^2)-1}.

Portanto,

q=(1+m2+1)2m2.q= \frac{(\sqrt{1+m^2}+1)^2}{m^2}.

Como m>0m>0,

q=(1+m2+1m)2.q= \left( \frac{\sqrt{1+m^2}+1}{m} \right)^2.

Resposta​

q=(m2+1+1m)2\boxed{ q= \left( \frac{\sqrt{m^2+1}+1}{m} \right)^2 }

Alternativa B.