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Canguru

🧩 Exercício 1 (Canguru 2025)Fácil

O ano 20252025 é um quadrado perfeito, pois

2025=452.2025=45^2.

Quantos anos vão se passar até o próximo ano que seja um quadrado perfeito?

(A) 2525

(B) 9191

(C) 121121

(D) 500500

(E) 20252025

💡 Dica — clique para visualizar

Se 2025=4522025=45^2, qual é o próximo número inteiro depois de 4545?

Ideia principal​

Se

2025=452,2025=45^2,

o próximo quadrado perfeito será obtido elevando 4646 ao quadrado.


Passo 1 — Encontrando o próximo quadrado perfeito​

Temos:

462=(45+1)2.46^2=(45+1)^2.

Usando o quadrado da soma:

462=452+2⋅45+1.46^2=45^2+2\cdot45+1.

Como 452=202545^2=2025:

462=2025+90+1.46^2=2025+90+1.

Logo:

462=2116.46^2=2116.

Passo 2 — Calculando quantos anos se passarão​

O ano atual é 20252025 e o próximo ano quadrado perfeito é 21162116.

Portanto:

2116−2025=91.2116-2025=91.

Assim:

91\boxed{91}

Resultado​

A resposta é:

(B) 91\boxed{\text{(B) }91}
🧩 Exercício 2 (Canguru 2025)Médio

Qual é o menor número inteiro positivo NN para o qual

23N\sqrt{2\sqrt{3\sqrt{N}}}

é um número inteiro?

(A) 212⋅322^{12}\cdot3^2

(B) 24⋅3142^4\cdot3^{14}

(C) 24⋅36⋅52^4\cdot3^6\cdot5

(D) 24⋅382^4\cdot3^8

(E) 24⋅362^4\cdot3^6

💡 Dica — clique para visualizar

Transforme os radicais em potências.

Depois, escreva NN como produto de fatores primos e observe os expoentes de 22 e 33.

Ideia principal​

Como os radicais estão aninhados, podemos transformá-los em potências.

A expressão

23N\sqrt{2\sqrt{3\sqrt{N}}}

pode ser escrita como uma potência de 22, uma potência de 33 e uma potência de NN.

Depois, basta escolher os menores expoentes possíveis para que o resultado seja um número inteiro.


Passo 1 — Transformando os radicais​

Começamos pelo radical mais interno:

N=N1/2.\sqrt{N}=N^{1/2}.

Então:

3N=(3N1/2)1/2.\sqrt{3\sqrt N} = \left(3N^{1/2}\right)^{1/2}.

Logo:

3N=31/2N1/4.\sqrt{3\sqrt N} = 3^{1/2}N^{1/4}.

Agora aplicamos o último radical:

23N=(2⋅31/2N1/4)1/2.\sqrt{2\sqrt{3\sqrt N}} = \left(2\cdot3^{1/2}N^{1/4}\right)^{1/2}.

Portanto:

23N=21/231/4N1/8.\sqrt{2\sqrt{3\sqrt N}} = 2^{1/2}3^{1/4}N^{1/8}.

Podemos escrever:

23N=21/231/4N1/8.\boxed{ \sqrt{2\sqrt{3\sqrt N}} = 2^{1/2}3^{1/4}N^{1/8} }.

Passo 2 — Fatorando NN​

Para que o resultado seja inteiro, os expoentes dos fatores primos precisam ser inteiros.

Escrevamos:

N=2a3b,N=2^a3^b,

Substituindo na expressão:

21/2⋅31/4⋅(2a⋅3b)1/8.2^{1/2}\cdot3^{1/4}\cdot (2^a\cdot3^b)^{1/8}.

Assim:

2(4+a)/8⋅3(2+b)/82^{(4+a)/8}\cdot 3^{(2+b)/8}

Para que o resultado seja inteiro, precisamos que os expoentes sejam inteiros.


Passo 3 — Determinando o expoente de 22​

Precisamos que:

4+a8\frac{4+a}{8}

seja um número inteiro.

O menor valor possível de a≥0a\geq0 é:

a=4.a=4.

De fato:

4+48=1.\frac{4+4}{8}=1.

Portanto, precisamos de:

24.2^4.

Passo 4 — Determinando o expoente de 33​

Agora precisamos que:

2+b8\frac{2+b}{8}

seja um número inteiro.

O menor valor possível de b≥0b\geq0 é:

b=6.b=6.

Pois:

2+68=1.\frac{2+6}{8}=1.

Logo, precisamos de:

36.3^6.

Resultado​

A alternativa correta é:

(E)24⋅36.\boxed{\text{(E)}\quad 2^4\cdot3^6}.

Insight​

Em problemas com radicais aninhados, uma estratégia poderosa é transformar os radicais em potências.

Neste caso:

23N=21/231/4N1/8.\sqrt{2\sqrt{3\sqrt N}} = 2^{1/2}3^{1/4}N^{1/8}.

Depois disso, o problema deixa de ser essencialmente sobre radicais e passa a ser um problema sobre expoentes na fatoração prima.

A ideia geral é:

radicais⟶poteˆncias⟶expoentes primos\boxed{\text{radicais}\longrightarrow\text{potências}\longrightarrow\text{expoentes primos}}

Essa transformação costuma simplificar bastante problemas de Olimpíadas.

🧩 Exercício 3 (Canguru 2025)Médio

A figura mostra um quarto de círculo OPQOPQ de raio rr e um triângulo OPROPR.

As duas regiões sombreadas na figura têm a mesma área.

Qual é o comprimento do segmento OROR?

Quarto de círculo OPQ e triângulo OPR

(A) πr2\dfrac{\pi r}{2}

(B) 3r2\dfrac{3r}{2}

(C) πr\pi r

(D) 2rπ\dfrac{2r}{\pi}

(E) π2r\dfrac{\pi}{2r}

💡 Dica — clique para visualizar

Não tente calcular diretamente as áreas das regiões sombreadas.

Chame a área da região não sombreada de AA e a área de cada região sombreada de BB.

Observe que tanto o quarto de círculo quanto o triângulo OPROPR são formados pelas mesmas áreas A+BA+B.

Ideia principal​

A sacada da questão é perceber que não precisamos calcular as áreas sombreadas individualmente.

Vamos chamar:

  • AA de área da região não sombreada;
  • BB de área de cada uma das duas regiões sombreadas.

Como as duas regiões sombreadas possuem a mesma área, podemos comparar diretamente as áreas totais das duas figuras.


Passo 1 — Área do quarto de círculo​

O quarto de círculo possui raio rr.

Sua área é:

Acıˊrculo=14πr2.A_{\text{círculo}}= \frac14\pi r^2.

Como ele é formado pelas regiões de áreas AA e BB:

A+B=πr24.A+B=\frac{\pi r^2}{4}.

Passo 2 — Área do triângulo​

O triângulo OPROPR possui:

  • base OP=rOP=r;
  • altura OROR.

Portanto, sua área é:

A△OPR=r⋅OR2.A_{\triangle OPR} = \frac{r\cdot OR}{2}.

O triângulo também é formado pelas mesmas regiões de áreas AA e BB.

Logo:

A+B=r⋅OR2.A+B=\frac{r\cdot OR}{2}.

Passo 3 — Igualando as áreas​

Como as duas expressões representam a mesma quantidade A+BA+B, podemos igualá-las:

πr24=r⋅OR2.\frac{\pi r^2}{4} = \frac{r\cdot OR}{2}.

Como r≠0r\neq0, podemos dividir ambos os lados por rr:

πr4=OR2.\frac{\pi r}{4} = \frac{OR}{2}.

Multiplicando por 22:

OR=πr2.OR=\frac{\pi r}{2}.

Portanto:

OR=πr2.\boxed{OR=\frac{\pi r}{2}}.

Resultado​

A resposta correta é:

(A)πr2\boxed{\text{(A)}\quad\frac{\pi r}{2}}
🧩 Exercício 4 (Canguru 2026)Médio

O número

333…333⏟2026 dıˊgitos\underbrace{333\ldots333}_{2026\text{ dígitos}}

foi dividido por 3333.

Qual é a soma dos dígitos do resultado?

💡 Dica — clique para visualizar

Antes de tentar dividir um número com 20262026 algarismos, experimente números menores formados apenas por algarismos 11.

Por exemplo:

1111÷111111\div11

e

111111÷11.111111\div11.

Procure descobrir um padrão no quociente e, principalmente, na soma de seus algarismos.

Ideia principal​

Não precisamos realizar diretamente uma divisão com 20262026 algarismos.

Primeiro, vamos observar alguns exemplos menores para identificar um padrão.


Passo 1 — Observando exemplos​

Considere:

1111÷11=101.1111\div11=101.

A soma dos algarismos do resultado é:

1+0+1=2.1+0+1=2.

O número 11111111 possui 44 algarismos, e:

2=42.2=\frac42.

Agora considere:

111111÷11=10101.111111\div11=10101.

A soma dos algarismos é:

1+0+1+0+1=3.1+0+1+0+1=3.

Como o número 111111111111 possui 66 algarismos:

3=62.3=\frac62.

Mais um exemplo:

11111111÷11=1010101.11111111\div11=1010101.

A soma dos algarismos é:

1+0+1+0+1+0+1=4.1+0+1+0+1+0+1=4.

E:

4=82.4=\frac82.

Portanto, percebemos o padrão:

soma dos algarismos do quociente=quantidade de algarismos do dividendo2\boxed{ \text{soma dos algarismos do quociente} = \frac{\text{quantidade de algarismos do dividendo}}{2} }

quando a quantidade de algarismos é par.


Passo 2 — Simplificando o problema​

O número do problema é:

333…333⏟2026 dıˊgitos.\underbrace{333\ldots333}_{2026\text{ dígitos}}.

Podemos colocar 33 em evidência:

333…333⏟2026 dıˊgitos=3111…111⏟2026 dıˊgitos.\underbrace{333\ldots333}_{2026\text{ dígitos}} = 3\underbrace{111\ldots111}_{2026\text{ dígitos}}.

Como

33=3⋅11,33=3\cdot11,

temos:

3111…111⏟2026 dıˊgitos33=111…111⏟2026 dıˊgitos11.\frac{ 3\underbrace{111\ldots111}_{2026\text{ dígitos}} }{33} = \frac{ \underbrace{111\ldots111}_{2026\text{ dígitos}} }{11}.

Portanto, basta analisar a divisão de um número formado por 20262026 algarismos 11 por 1111.


Passo 3 — Aplicando o padrão​

Para uma quantidade par de algarismos:

1111÷11=101,1111\div11=101,111111÷11=10101,111111\div11=10101,11111111÷11=1010101.11111111\div11=1010101.

Assim, para 20262026 algarismos:

111…111⏟2026 dıˊgitos÷11=101010…0101.\underbrace{111\ldots111}_{2026\text{ dígitos}} \div11 = 101010\ldots0101.

O resultado possui:

20262=1013\frac{2026}{2}=1013

algarismos iguais a 11.

Todos os outros algarismos são zeros.

Portanto, a soma dos algarismos do resultado é:

1+1+⋯+11+1+\cdots+1

com 10131013 parcelas.

Logo:

1013.\boxed{1013}.

Resultado​

A resposta correta é:

(B) 1013\boxed{\text{(B) }1013}

Insight​

O mais importante nessa questão não é efetuar a divisão.

Ao observar:

1111÷11=101,1111\div11=101,111111÷11=10101,111111\div11=10101,11111111÷11=1010101,11111111\div11=1010101,

percebemos que, para um número com uma quantidade par de algarismos 11, o quociente possui exatamente metade dessa quantidade de algarismos 11.

Assim:

soma dos algarismos=nuˊmero de algarismos do dividendo2.\boxed{ \text{soma dos algarismos} = \frac{\text{número de algarismos do dividendo}}{2} }.

No problema:

20262=1013.\frac{2026}{2}=1013.

Sacada: quando aparecer uma divisão envolvendo números formados por algarismos repetidos, tente calcular alguns casos pequenos. O padrão pode permitir resolver um número gigantesco sem realizar a divisão.

🧩 Exercício 5 (Canguru 2026)Médio

A soma de 1515 números naturais consecutivos é igual à soma dos 99 números naturais seguintes.

Qual é o menor desses 2424 números?

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Em uma sequência de números consecutivos, a média é igual ao número que está no meio.

Use a relação:

soma=quantidade×meˊdia.\text{soma}=\text{quantidade}\times\text{média}.

Ideia principal​

Em vez de somar os 2424 números diretamente, podemos utilizar a média de cada grupo de números consecutivos.

Seja nn o menor dos 2424 números.

Então os 1515 primeiros são:

n,n+1,n+2,…,n+14.n,n+1,n+2,\ldots,n+14.

Os 99 seguintes são:

n+15,n+16,…,n+23.n+15,n+16,\ldots,n+23.

Passo 1 — Soma dos 15 primeiros números​

Como existem 1515 números, o termo central é o oitavo:

n+7.n+7.

Portanto, a média dos 1515 números é:

n+7.n+7.

A soma dos 1515 números é:

15(n+7).15(n+7).

Passo 2 — Soma dos 9 números seguintes​

Agora temos:

n+15,n+16,…,n+23.n+15,n+16,\ldots,n+23.

Como são 99 números, o termo central é o quinto:

n+19.n+19.

Logo, a média desses 99 números é:

n+19.n+19.

A soma é:

9(n+19).9(n+19).

Passo 3 — Igualando as somas​

O enunciado afirma que as duas somas são iguais.

Assim:

15(n+7)=9(n+19).15(n+7)=9(n+19).

Desenvolvendo:

15n+105=9n+171.15n+105=9n+171.

Então:

15n−9n=171−105.15n-9n=171-105.6n=66.6n=66.

Portanto:

n=11.n=11.

Resultado​

O menor dos 2424 números é:

11.\boxed{11}.

Logo, a resposta correta é:

(B) 11.\boxed{\text{(B) }11}.

Insight​

A principal ideia é que a soma de uma sequência de números consecutivos pode ser calculada rapidamente usando sua média:

soma=quantidade×meˊdia.\boxed{\text{soma}=\text{quantidade}\times\text{média}}.

Para uma quantidade ímpar de números consecutivos, a média é simplesmente o termo central.

Neste problema:

15(n+7)=9(n+19).15(n+7)=9(n+19).

Isso evita a necessidade de escrever e somar todos os 2424 números.

🧩 Exercício 6 (Canguru 2023)Fácil

Quantos pares de números inteiros positivos xx e yy satisfazem a equação

x+2y=210?x+2y=2^{10}?
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Isole xx na equação e observe quais valores positivos yy pode assumir.

Lembre-se de que inteiros positivos não incluem o zero.

Ideia principal​

A equação é

x+2y=210.x+2y=2^{10}.

Como xx e yy são inteiros positivos, podemos escolher os valores possíveis de yy e, para cada um deles, determinar um único valor de xx.


Passo 1 — Isolando xx​

Temos:

x=210−2y.x=2^{10}-2y.

Como

210=1024,2^{10}=1024,

podemos escrever:

x=1024−2y.x=1024-2y.

Passo 2 — Determinando os valores de yy​

Como xx deve ser positivo:

1024−2y>0.1024-2y>0.

Logo:

2y<10242y<1024

e, portanto,

y<512.y<512.

Além disso, yy é um inteiro positivo, então:

1≤y≤511.1\leq y\leq511.

Assim, existem exatamente:

511511

valores possíveis para yy.


Passo 3 — Contando os pares​

Para cada valor de yy, a equação

x=1024−2yx=1024-2y

determina exatamente um valor positivo de xx.

Portanto, o número de pares (x,y)(x,y) é:

511.511.

Como

511=29−1,511=2^9-1,

temos:

29−1.\boxed{2^9-1}.

Resultado​

A resposta correta é:

(A) 29−1\boxed{\text{(A) }2^9-1}

Insight​

O ponto importante é perceber que não precisamos encontrar os pares (x,y)(x,y) individualmente.

Cada valor permitido de yy determina exatamente um valor de xx.

Como:

1≤y≤511,1\leq y\leq511,

temos:

511\boxed{511}

possibilidades.

Lembre-se também:

Z={…,−2,−1,0,1,2,…}\mathbb{Z}=\{\ldots,-2,-1,0,1,2,\ldots\}

é o conjunto dos inteiros, enquanto os inteiros positivos são:

{1,2,3,…}.\{1,2,3,\ldots\}.

Por isso, y=0y=0 não é permitido nesta questão.

🧩 Exercício 7 (Canguru 2023)Média

Um quadrado de área 8484 foi dividido em 44 quadrados. Destes novos quadrados, o que está na parte superior esquerda do quadrado original foi pintado de preto, o que está na parte inferior direita também foi dividido em 44 quadrados menores e assim por diante.

Se esse processo for repetido infinitamente, qual será a área total pintada de preto?

Quarto de círculo OPQ e triângulo OPR
💡 Dica — clique para visualizar

Observe que, a cada etapa, a área do quadrado que será pintado é reduzida para a quarta parte da área anterior.

Isso forma uma progressão geométrica infinita.

Ideia principal​

A cada etapa, o quadrado que será dividido possui lado igual à metade do lado do quadrado anterior.

Consequentemente, sua área é reduzida para a quarta parte:

14\frac14

da área anterior.

Assim, as áreas pintadas formam uma progressão geométrica infinita.


Passo 1 — Área da primeira região pintada​

O quadrado original possui área:

84.84.

Ele foi dividido em 44 quadrados de mesma área.

Portanto, a área de cada um é:

844=21.\frac{84}{4}=21.

Logo, a primeira região pintada possui área:

a1=21.a_1=21.

Passo 2 — Encontrando a razão​

O quadrado inferior direito é novamente dividido em 44 quadrados.

Assim, a próxima região pintada possui área:

214.\frac{21}{4}.

Na etapa seguinte, teremos:

2116.\frac{21}{16}.

Depois:

2164.\frac{21}{64}.

Portanto, as áreas pintadas formam a PG:

21+214+2116+2164+⋯21+\frac{21}{4}+\frac{21}{16}+\frac{21}{64}+\cdots

com razão:

q=14.q=\frac14.

Passo 3 — Somando a PG infinita​

Como:

∣q∣<1,|q|<1,

a progressão geométrica converge.

A soma de uma PG infinita é dada por:

S=a11−q.S=\frac{a_1}{1-q}.

Substituindo:

S=211−14.S= \frac{21}{1-\frac14}.

Então:

S=2134.S= \frac{21}{\frac34}.

Logo:

S=28.S=28.

Resultado​

A área total pintada de preto é:

28.\boxed{28}.

Portanto, a resposta correta é:

(B) 28.\boxed{\text{(B) }28}.

Insight​

O ponto principal é perceber que a área pintada diminui por um fator de 44 a cada nova etapa:

21,214,2116,2164,…21,\quad \frac{21}{4},\quad \frac{21}{16},\quad \frac{21}{64},\quad\ldots

Assim:

A=844(1+14+116+164+⋯ )\boxed{ A= \frac{84}{4} \left( 1+\frac14+\frac1{16}+\frac1{64}+\cdots \right) }

Como a razão é menor que 11, podemos utilizar a soma da PG infinita:

S=a11−q.\boxed{ S=\frac{a_1}{1-q} }.

Essa é uma aplicação clássica de progressões geométricas infinitas em problemas de áreas.

🧩 Exercício 8 (Canguru 2023)Médio

Os gráficos das funções definidas por

y=x3+3x2+ax+2a+4y=x^3+3x^2+ax+2a+4

passam todos por um certo ponto, qualquer que seja o valor de aa.

Qual é a soma das coordenadas desse ponto?

💡 Dica — clique para visualizar

Agrupe os termos que possuem aa.

Depois, pense: para que o ponto seja o mesmo independentemente do valor de aa, o que precisa acontecer com o termo que contém aa?

Ideia principal​

Temos uma família de funções:

y=x3+3x2+ax+2a+4.y=x^3+3x^2+ax+2a+4.

O valor de aa pode ser qualquer número.

Queremos encontrar um ponto que pertença ao gráfico independentemente do valor de aa.

Para isso, precisamos encontrar um valor de xx que faça desaparecer a dependência em relação a aa.


Passo 1 — Agrupando os termos que possuem aa​

Na expressão

y=x3+3x2+ax+2a+4,y=x^3+3x^2+ax+2a+4,

os termos que possuem aa são:

ax+2a.ax+2a.

Colocando aa em evidência:

ax+2a=a(x+2).ax+2a=a(x+2).

Assim, podemos escrever:

y=x3+3x2+4+a(x+2).y=x^3+3x^2+4+a(x+2).

Agora fica evidente qual parte da expressão depende de aa.


Passo 2 — Fazendo o termo que depende de aa desaparecer​

Queremos um ponto que pertença a todos os gráficos, qualquer que seja o valor de aa.

Portanto, o valor de yy nesse ponto não pode depender de aa.

Como aa pode assumir qualquer valor, precisamos fazer o fator que multiplica aa ser igual a zero:

x+2=0.x+2=0.

Logo:

x=−2.x=-2.

Observe que, nesse caso,

a(x+2)=a⋅0=0,a(x+2)=a\cdot0=0,

independentemente do valor de aa.

É justamente isso que faz o resultado deixar de depender do parâmetro.


Passo 3 — Encontrando a coordenada yy​

Substituindo x=−2x=-2:

y=(−2)3+3(−2)2+4.y=(-2)^3+3(-2)^2+4.

Calculando:

y=−8+12+4.y=-8+12+4.

Portanto:

y=8.y=8.

Assim, o ponto comum a todos os gráficos é:

(−2,8).\boxed{(-2,8)}.

Passo 4 — Somando as coordenadas​

A soma das coordenadas é:

−2+8=6.-2+8=6.

Logo:

6.\boxed{6}.

Resultado​

A resposta correta é:

(C) 6\boxed{\text{(C) }6}

Insight​

Quando temos uma família de funções que depende de um parâmetro, como

fa(x)=parte independente de a+a⋅g(x),f_a(x)=\text{parte independente de }a+a\cdot g(x),

e todos os gráficos passam por um mesmo ponto independentemente de aa, devemos procurar um valor de xx que faça:

g(x)=0.g(x)=0.

Neste problema:

y=x3+3x2+4+a(x+2),y=x^3+3x^2+4+a(x+2),

portanto precisamos de:

x+2=0.x+2=0.

Daí:

x=−2.x=-2.

Essa é a ideia fundamental: fazer desaparecer o termo que depende do parâmetro.

🧩 Exercício 9 (Canguru 2025)Médio

A figura mostra um octógono regular de lados 11 cm. Para cada vértice do octógono, foi desenhado um arco de círculo de raio 11 cm no interior do octógono, com centro nesse vértice, como mostrado.

As duas regiões sombreadas na figura têm a mesma área.

Qual é o perímetro da região sombreada na figura?

Octógono regular com arcos de círculo e região sombreada
💡 Dica — clique para visualizar

Observe um dos vértices do octógono e os dois arcos que chegam até ele.

Como o lado do octógono e o raio dos arcos valem 11 cm, é possível formar triângulos equiláteros.

Depois, determine o ângulo correspondente ao pequeno arco que faz parte do perímetro da região sombreada.

Ideia principal​

A ideia é analisar apenas uma pequena parte da figura.

Escolha o vértice DD do octógono e considere os dois arcos que chegam próximos a esse vértice.

Como o octógono é regular e possui lado 11 cm, temos:

DE=DC=1.DE=DC=1.

Além disso, os arcos possuem raio 11 cm.

Isso permite construir dois triângulos equiláteros.


Passo 1 — Construindo os triângulos equiláteros​

Considere o ponto de interseção do arco com centro em EE com o arco de centro em DD.

Chamemos esse ponto de PP.

Octógono regular com arcos de círculo e região sombreada

Como os dois arcos possuem raio 11:

EP=DP=1.EP=DP=1.

E como DEDE é lado do octógono:

DE=1.DE=1.

Portanto:

EP=DP=DE=1.EP=DP=DE=1.

Assim, o triângulo EDPEDP é equilátero.

Logo:

∠EDP=60∘.\angle EDP=60^\circ.

De maneira análoga, considerando o ponto de interseção dos arcos associados aos vértices DD e CC, obtemos outro triângulo equilátero.

Portanto:

∠QDC=60∘.\angle QDC=60^\circ.

Passo 2 — Ângulo interno do octógono​

O ângulo interno de um octógono regular é:

(8−2)⋅180∘8.\frac{(8-2)\cdot180^\circ}{8}.

Logo:

6⋅180∘8=135∘.\frac{6\cdot180^\circ}{8} = 135^\circ.

Assim, no vértice DD, temos um ângulo de:

135∘.135^\circ.

Esse ângulo é dividido em três partes:

60∘+θ+60∘,60^\circ+\theta+60^\circ,

onde θ\theta é o ângulo correspondente ao pequeno arco que faz parte do perímetro da região sombreada.

Portanto:

60∘+θ+60∘=135∘.60^\circ+\theta+60^\circ=135^\circ.

Daí:

θ=135∘−60∘−60∘.\theta=135^\circ-60^\circ-60^\circ.

Então:

θ=15∘.\boxed{\theta=15^\circ}.

Passo 3 — Comprimento de cada arco​

Cada arco possui raio:

r=1.r=1.

Precisamos transformar o ângulo de 15∘15^\circ em radianos:

15∘=15π180=π12.15^\circ=\frac{15\pi}{180} =\frac{\pi}{12}.

O comprimento de um arco de circunferência é:

L=rθ.L=r\theta.

Logo:

L=1⋅π12.L=1\cdot\frac{\pi}{12}.

Portanto:

L=π12.L=\frac{\pi}{12}.

Passo 4 — Perímetro da região sombreada​

Por simetria, a região sombreada é limitada por 8 arcos iguais.

Assim:

P=8⋅π12.P=8\cdot\frac{\pi}{12}.

Simplificando:

P=8π12P=\frac{8\pi}{12}

e, portanto,

P=2π3.\boxed{P=\frac{2\pi}{3}}.

Resultado​

O perímetro da região sombreada é:

2π3 cm.\boxed{\frac{2\pi}{3}\text{ cm}}.

Portanto, a resposta correta é:

(B) 2π3 cm\boxed{\text{(B) }\frac{2\pi}{3}\text{ cm}}

Insight​

A grande sacada da questão está em perceber que o lado do octógono e o raio dos arcos têm exatamente o mesmo comprimento:

1 cm.1\text{ cm}.

Por isso, quando consideramos dois vértices consecutivos e o ponto de encontro dos arcos correspondentes, aparecem triângulos equiláteros.

Assim, surgem dois ângulos de 60∘60^\circ.

Como o ângulo interno do octógono é 135∘135^\circ, o ângulo do arco que limita a região sombreada é:

135∘−60∘−60∘=15∘.\boxed{135^\circ-60^\circ-60^\circ=15^\circ}.

Depois, basta calcular o comprimento de um arco e multiplicar por 88.

🧩 Exercício 10 (Canguru 2026)Fácil

Um triângulo tem todos os lados com medidas inteiras. Um lado mede 99 e outro mede 11.

Qual é a medida do terceiro lado do triângulo?

💡 Dica — clique para visualizar

Use a desigualdade triangular: em qualquer triângulo, a medida de um lado deve ser menor que a soma dos outros dois e maior que a diferença entre eles.

Ideia principal​

Seja xx a medida do terceiro lado.

Os lados do triângulo são:

1,9,x.1,\quad 9,\quad x.

Para que esses três números formem um triângulo, precisamos aplicar a desigualdade triangular.


Passo 1 — Aplicando a desigualdade triangular​

A diferença entre os dois lados conhecidos é:

9−1=8.9-1=8.

Portanto, o terceiro lado deve satisfazer:

x>8.x>8.

Além disso, a soma dos dois lados conhecidos é:

9+1=10.9+1=10.

Logo:

x<10.x<10.

Assim:

8<x<10.8<x<10.

Passo 2 — Usando o fato de que os lados são inteiros​

O enunciado informa que todos os lados possuem medidas inteiras.

O único número inteiro entre 88 e 1010 é:

x=9.x=9.

Portanto, o terceiro lado mede:

9.\boxed{9}.

Resultado​

A resposta correta é:

(C) 9\boxed{\text{(C) }9}

Insight​

Quando dois lados de um triângulo são conhecidos, podemos encontrar rapidamente o intervalo possível para o terceiro lado:

∣a−b∣<x<a+b.|a-b|<x<a+b.

Neste caso:

∣9−1∣<x<9+1|9-1|<x<9+18<x<10.8<x<10.

Como xx é inteiro:

x=9.\boxed{x=9}.